Calendário da piracema 2026 por estado: datas, rios e o que pode pescar

O calendário da piracema 2026 começa em 1º de novembro de 2026 em São Paulo, Minas Gerais e Paraná e vai até 28 de fevereiro de 2027. Mato Grosso Já está em defeso desde 1º de outubro, com término em 31 de janeiro de 2027. Em Mato Grosso do Sul, a calha do Rio Paraná fecha em 1º de novembro e os demais rios em 5 de novembro.

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Não existe data única no país. O período muda conforme o estado e a bacia hidrográfica, e pescar espécie nativa durante o defeso é crime ambiental, com multa, apreensão de equipamentos e risco de detenção.

A seguir estão as datas por estado, o que é permitido e proibido, os equipamentos aceitos, as multas e os cuidados para quem pesca de caiaque. Confirme sempre a portaria do trecho onde vai pescar.

Neste artigo
  1. Resumo: calendário da piracema 2026
  2. Qual é o calendário da piracema 2026 por estado?
  3. Qual é o mês em que o pescador não pode pescar?
  4. Quando fecha a pesca no Rio Paraná?
  5. O que muda em cada estado
  6. Qual peixe pode pescar na piracema?
  7. Quais peixes não podem ser pescados?
  8. Pode pescar com molinete e anzol na piracema?
  9. A piracema vale para a pesca no mar?
  10. Quais são as multas e como é a fiscalização?
  11. Pesca de caiaque durante a piracema
  12. Perguntas frequentes
  13. Fontes

Resumo: calendário da piracema 2026

ItemInformação
SP, MG e PR1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027
Mato Grosso do Sul1º de novembro na calha do Rio Paraná; 5 de novembro nos demais rios; fim em 28 de fevereiro de 2027
Mato Grosso1º de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027 (decisão do Cepesca)
Rio Grande do SulNa edição anterior, de 1º de novembro a 31 de janeiro; confirmar a edição 2026/27
Liberado em SP, MG e PREspécies não nativas (exóticas ou híbridas), como tilápia e carpa
ProibidoCaptura, transporte e venda de peixes nativos; redes e petrechos coletivos
Multa em MSDe R$ 700 a R$ 100 mil, além de detenção de um a três anos
Denúncia no ParanáTelefone 181

Qual é o calendário da piracema 2026 por estado?

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A tabela reúne as datas confirmadas para a temporada 2026/2027 e, nos estados sem confirmação encontrada, a referência da edição anterior. Valores e prazos podem ser alterados por portaria.

EstadoInícioFimSituação do dado
São Paulo1º/11/202628/02/2027Temporada 2026/27
Minas Gerais1º/11/202628/02/2027Calendário anual das portarias do IEF
Paraná1º/11/202628/02/2027Temporada 2026/27
Mato Grosso do Sul1º/11 (calha do Paraná) e 5/11 (demais rios)28/02/2027Temporada 2026/27
Mato Grosso1º/10/202631/01/2027Temporada 2026/27
Rio Grande do Sul1º/11 (edição anterior)31/01 (edição anterior)Confirmar 2026/27
Goiás1º/10 (edição anterior)31/03 (edição anterior)Levantamento 2025/26; confirmar
Santa Catarina1º/10 (edição anterior)31/01 (edição anterior)Levantamento 2025/26; confirmar
Tocantins e Rio de Janeiro1º/11 (edição anterior)28/02 (edição anterior)Levantamento 2025/26; confirmar

Vale separar dois conceitos. A piracema é a migração reprodutiva dos peixes e depende de chuva e temperatura. O defeso é a proibição com data em portaria. A diferença entre defeso e piracema explica por que a data de abertura da pesca é sempre a do defeso.

Qual é o mês em que o pescador não pode pescar?

Na maior parte do Centro-Sul, o período vai de novembro a fevereiro. Em Mato Grosso e, na edição anterior, no Rio Grande do Sul, a restrição segue um calendário diferente, de outubro ou novembro até 31 de janeiro.

A proibição atinge, em geral, a pesca de espécies nativas. Em Mato Grosso do Sul, a regra é mais ampla: durante o defeso, a Imasul informa que fica vedada toda atividade de pesca, incluindo o pesque e solte, amadora e profissional.

Quando fecha a pesca no Rio Paraná?

Para os rios Paraná e Iguaçu, no Brasil, o defeso vale de 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027. A norma federal é a Instrução Normativa Ibama nº 25/2009, aplicada no Paraná junto com a Portaria IAT nº 377/2022.

A restrição abrange a bacia do Rio Paraná, incluindo formadores, afluentes, lagoas marginais e reservatórios. Alcança também o transporte, a posse e a comercialização de espécies nativas.

Nas águas compartilhadas, os países vizinhos têm datas próprias. Na província argentina de Misiones, o fechamento dos rios Paraná e Iguaçu vai de 2 de novembro a 22 de dezembro de 2026. No Paraguai, a restrição em águas compartilhadas com o Brasil segue até 31 de janeiro de 2027. Confira a regra do país onde estiver pescando.

O que muda em cada estado

São Paulo

O defeso paulista começa em 1º de novembro e vai até 28 de fevereiro de 2027, em todo o estado. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, a captura de espécies nativas é proibida, e só as não nativas podem ser pescadas.

O detalhamento das regras do defeso em São Paulo está em artigo específico.

Minas Gerais

Minas mantém o período de 1º de novembro a 28 de fevereiro, com base em portarias do IEF. É permitida apenas a pesca de peixes exóticos ou híbridos, com limite de 3 quilos por dia, mais um exemplar.

Os pescadores devem portar a carteira de pesca atualizada do IEF. Os detalhes sobre datas e rios em Minas Gerais ficam em guia próprio.

Paraná

O defeso paranaense segue o calendário do Rio Paraná, de 1º de novembro a 28 de fevereiro de 2027. A fiscalização é do Instituto Água e Terra (IAT), com apoio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

Na temporada 2025/2026, o IAT abordou 554 embarcações em 41 municípios, apreendeu 222 quilos de pescado e aplicou R$ 169.262 em multas.

Mato Grosso do Sul

No estado, há duas datas de início. A calha do Rio Paraná fecha em 1º de novembro, e os rios estaduais, como Dourados, Brilhante e Ivinhema, em 5 de novembro. O fim é 28 de fevereiro de 2027.

A pesca volta a ser permitida em 1º de março de 2027. As exceções e o defeso em Mato Grosso do Sul têm artigo dedicado.

Mato Grosso

Mato Grosso é o estado que fecha primeiro. O Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) manteve o defeso de 1º de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, com base em estudos de monitoramento reprodutivo.

A página de piracema e período de defeso da Sema-MT reúne também normas federais por bacia, então o trecho do rio importa. As regras em Mato Grosso são tratadas à parte.

Rio Grande do Sul

Na edição anterior, a piracema gaúcha foi de 1º de novembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026. Não foi localizada confirmação oficial das datas de 2026/27, por isso o pescador deve conferir o calendário atualizado antes de sair.

O artigo sobre a piracema no Rio Grande do Sul traz o detalhamento do estado.

Qual peixe pode pescar na piracema?

Em SP, MG e PR, podem ser pescadas as espécies não nativas, introduzidas pelo homem, e as híbridas. No Paraná, a lista de exóticos liberados inclui:

  • bagre-africano e black-bass;
  • carpa e corvina;
  • peixe-rei e sardinha-de-água-doce;
  • piranha-preta e tilápia;
  • tucunaré e zoiudo.

Portanto, tilápia pode ser pescada na piracema em São Paulo, Minas e Paraná. Em Mato Grosso do Sul, reportagens da temporada citam exceções para tucunaré e tilápia, mas a regra geral veda a pesca. Confirme com Imasul ou PMA.

Atenção ao tucunaré: a condição de exótico depende da bacia. A classificação vale para o rio onde você está, e não para a espécie em abstrato. Mais detalhes sobre espécies liberadas e multas estão em guia próprio.

Pesqueiros regularizados seguem lógica diferente, pois o peixe vem de aquicultura. A pesca em pesqueiro durante a piracema depende da regularização e da comprovação de origem do pescado.

Quais peixes não podem ser pescados?

Os nativos da bacia ficam protegidos. No Paraná, o IAT cita bagre, dourado, jaú, pintado, lambari, mandi-amarelo, mandi-prata e piracanjuva.

O piauçu (Leporinus macrocephalus) é uma exceção na classe dos exóticos. Ele é originário da bacia do Paraguai, e a captura é proibida durante todo o defeso paranaense.

Em Mato Grosso do Sul, a proibição é geral. Só é autorizada a pesca de subsistência por ribeirinhos e comunidades tradicionais, limitada ao consumo imediato. Na temporada anterior, o limite informado foi de três quilos ou um exemplar por dia.

Pode pescar com molinete e anzol na piracema?

Sim, quando a espécie é liberada. O IEF de Minas informa como permitidos linha de mão, caniço simples, carretilha e molinete, com iscas naturais ou artificiais. Redes e outros petrechos de captura coletiva seguem proibidos.

Não há tipo de anzol proibido de forma geral no defeso. A restrição de anzóis específicos depende da portaria do estado e do rio, e o ponto central é a espécie capturada.

Em Mato Grosso do Sul, é vedado pescar a menos de 200 metros de cachoeiras, corredeiras e nascentes, e a menos de 1.500 metros de barragens de hidrelétricas.

A piracema vale para a pesca no mar?

Não. A piracema trata de peixes de água doce que migram para desovar. A pesca marinha tem defeso próprio, definido por espécie e região.

Não foi localizada fonte confiável com lista de peixes marinhos proibidos em 2026, então o pescador de água salgada deve consultar os atos do Ministério da Pesca e Aquicultura para a espécie e o litoral em que atua.

Quais são as multas e como é a fiscalização?

Em Mato Grosso do Sul, as multas variam de R$ 700 a R$ 100 mil, e a pena de detenção vai de um a três anos. Embarcações, motores, veículos e equipamentos podem ser apreendidos.

No Paraná, a referência divulgada é de cerca de R$ 1.200 por pescador mais R$ 20 por quilo de peixe nativo. Os valores podem ser atualizados, então confirme com o órgão ambiental.

A fiscalização usa drones, georreferenciamento e vistorias em comércios e depósitos de pescado.

Pesca de caiaque durante a piracema

Quem pesca de caiaque acessa trechos de represa e rio que a fiscalização monitora com atenção, como remansos, foz de afluentes e proximidade de corredeiras. A conduta correta é mirar apenas espécies liberadas no estado e na bacia.

Uma lista de verificação antes de sair:

  1. Confirmar a data e a portaria do estado e do rio.
  2. Identificar a espécie antes de manter o peixe a bordo.
  3. Levar a licença de pesca atualizada.
  4. Evitar corredeiras, cachoeiras e áreas próximas de barragens.
  5. Soltar de imediato qualquer nativo fisgado por engano, onde a lei permitir, com manuseio cuidadoso.

Perguntas frequentes

Quais peixes estão proibidos de pescar em Mato Grosso do Sul?

Durante o defeso, a regra geral veda toda a pesca no estado, incluindo o pesque e solte. Somente a pesca de subsistência de ribeirinhos é autorizada.

Quais peixes serão proibidos de pescar no mar em 2026?

Não foi localizada fonte confiável com lista para 2026. O defeso marinho é por espécie e região, e deve ser consultado no Ministério da Pesca e Aquicultura.

Qual anzol é proibido?

Não existe proibição geral de anzol no defeso. O que a lei veda são petrechos de captura coletiva e a captura de espécies nativas, e regras específicas variam por estado.

Qual o anzol mais forte?

Não há um único modelo mais forte. A resistência depende do material, da espessura do arame e do tamanho, e o fabricante deve informar a carga recomendada.

Quando termina a piracema 2026/2027?

Termina em 28 de fevereiro de 2027 em SP, MG, PR e MS, e em 31 de janeiro de 2027 em Mato Grosso. Em MS, a pesca volta em 1º de março.

Preciso de licença de pesca durante o defeso?

Sim, mesmo nas situações autorizadas. Em Minas, o IEF exige a carteira de pesca atualizada, e em MS a licença é emitida pelo Imasul.

Onde denunciar pesca ilegal na piracema?

No Paraná, o IAT recebe denúncias anônimas pelo telefone 181. Nos demais estados, o canal é o órgão ambiental ou a Polícia Militar Ambiental.

Posso transportar ou vender peixe nativo durante o defeso?

Só com comprovação de origem, como pescado de aquicultura regularizada. Comerciantes devem declarar estoques dentro do prazo, que em MS é de até 48 horas após o início.

Fontes

Isaac Souza

· Criador e editor do Caiaque.net

Profissional do Marketing, Blogueiro, apaixonado por Pesca Esportiva e Caiaque. Aqui conto um pouco de minha experiências, curiosidades, dicas e Reviews de Caiaques.

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